Ter a simpatia dos outros
Baltasar Gracián: É ótima conquistar a admiração geral, mas melhor ainda é conquistar a afeição. Depende-se, em toda parte, da sorte, o resto é esforço. Começa-se com aquela e continua-se com este. Não basta a excelência dos dotes, embora se suponha com frequência que é mais fácil ganhar afeto depois de se ganhar a estima. A benevolência depende da beneficência. Pratique todo tipo de bem: boas palavras e ações aidna melhores. Ame, para ser amado. É com cortesia que os grandes cativam os outros. Estenda primeiro a mão aos feitos e depois à pena. Da espada às letras, pois há também a simpatia dos escritores, e esta é eterna.
ATENA: De nada adianta enveredar pelo caminho fácil - e pouco meritório - da competição aberta a todo custo com todos e a todo tempo. Desperdiça-se energia, oportunidades e crescimento no vão afã de granjear um mérito egocêntrico que possui uma força gravitacional fortíssima no que tange a inimizades, desconfianças e ataques. Procure fazer sempre o bem a todos que lhe cruzarem o caminho, florear e embelezar sua passagem pela vida alheia para que cada vez mais pessoas se interessem a andar ao teu lado. Principalmente as de belo caráter, que nos instigam a seguir cada vez mais pelo caminho meritório onde boas forças se conjuguem na realização de tuas obras.
terça-feira, 29 de março de 2011
Estratégia Social XXXVII
Marcadores:
caráter,
comunicação,
conhecimento,
cultura corporativa,
diferencial,
estratégia,
excelência,
inteligência,
liderança,
negociação,
oportunidade,
valor
segunda-feira, 28 de março de 2011
Revolução da Alma - Paulo Roberto Gaefke
Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue sua alegria, sua paz sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo. A tua paz interior é a tua meta de vida.
Quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remete teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você.
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque o objetivo longe demais de suas mãos: abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te, você é reflexo do que pensas diariamente. Pare de pensar mal de você mesmo(a), e seja seu melhor amigo(a) sempre.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor. Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo que está "pronto“ para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda. Critique menos, trabalhe mais. E não se esqueça nunca de agradecer. Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento
(...)
Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida. A grandeza (da vida)não consiste em receber honras, mas em merecê-las
Texto: Paulo Roberto Gaefke
Texto atribuído erroneamente na internet a Aristóteles.
A razão da sua vida é você mesmo. A tua paz interior é a tua meta de vida.
Quando sentires um vazio na alma, quando acreditares que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remete teu pensamento para os teus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você.
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque o objetivo longe demais de suas mãos: abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se andas desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busca em teu interior a resposta para acalmar-te, você é reflexo do que pensas diariamente. Pare de pensar mal de você mesmo(a), e seja seu melhor amigo(a) sempre.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor. Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo que está "pronto“ para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda. Critique menos, trabalhe mais. E não se esqueça nunca de agradecer. Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento
(...)
Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida. A grandeza (da vida)não consiste em receber honras, mas em merecê-las
Texto: Paulo Roberto Gaefke
Texto atribuído erroneamente na internet a Aristóteles.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Estratégia Social XXXVI
Saber reconhecer o ponto de maturação no tempo certo e tirar proveito disso
Baltasar Gracián: Todas as obras da natureza atingem seu ponto de perfeição. Até chegar ao ápice, enriquecem; daí em diante, minguam. Raras são as obras de arte que não podem ser aprimoradas. É próprio do bom gosto saber usufruir cada coisa quando atinge a perfeição. Nem todos podem, e nem todos os que podem sabem como. Mesmo os frutos do intelecto alcançam o ponto perfeito da maturação. Mas é preciso saber reconhecê-lo, para poder valorizá-lo e tirar proveito dele.
ATENA: A vida é permeada de processos e fluxos. Esses fluxos alimentam processos produtivos diversos desde suas concepções até seus pontos de maturação. O mesmo processo produtivo pode ser "maturado" diversas vezes, mas uma vez perdida a oportunidade, o que mestre Maquiavel chamava de "occasione", as perdas podem ser irrecuperáveis. Eugène Delacroix dizia que necessitava estragar um pouco o quadro para ter certeza de que ele estava pronto. Mesmo os mestres tem dificuldade em observar o melhor período para a colheita dos esforços. Exercíte-se em observar a si, ao momento, à obra e ao contexto para que nunca lhe escape a melhor safra dos teus esforços.
Baltasar Gracián: Todas as obras da natureza atingem seu ponto de perfeição. Até chegar ao ápice, enriquecem; daí em diante, minguam. Raras são as obras de arte que não podem ser aprimoradas. É próprio do bom gosto saber usufruir cada coisa quando atinge a perfeição. Nem todos podem, e nem todos os que podem sabem como. Mesmo os frutos do intelecto alcançam o ponto perfeito da maturação. Mas é preciso saber reconhecê-lo, para poder valorizá-lo e tirar proveito dele.
ATENA: A vida é permeada de processos e fluxos. Esses fluxos alimentam processos produtivos diversos desde suas concepções até seus pontos de maturação. O mesmo processo produtivo pode ser "maturado" diversas vezes, mas uma vez perdida a oportunidade, o que mestre Maquiavel chamava de "occasione", as perdas podem ser irrecuperáveis. Eugène Delacroix dizia que necessitava estragar um pouco o quadro para ter certeza de que ele estava pronto. Mesmo os mestres tem dificuldade em observar o melhor período para a colheita dos esforços. Exercíte-se em observar a si, ao momento, à obra e ao contexto para que nunca lhe escape a melhor safra dos teus esforços.
terça-feira, 22 de março de 2011
A Ilha, o Continente, a mente.
A ilha, a que se chega apenas depois de uma navegação ou de um vôo, é o símbolo por excelência de um centro espiritual e, mais precisamente, do centro espiritual primordial. - Jean Chevalier
A ilha nos mitos e na cultura dos povos
A Síria primitiva, de que fala Homero, e cuja raiz é a mesma que a do nome sânscrito do sol, Suriâ, é uma ilha, a ilha central ou Polar do mundo. Identifica-se com a Tula hiperbórea (a Thule grega), cujo nome se encontra entre os toltecas, originários da ilha de Aztlan (Atlântida?), Tula é a ilha branca, cujo nome (Svetadvipa) aparece nos mitos vixenuístas da Índia e até no Kampuchea (Camboja), onde ele é atribuído ao templo de Prasat Kok Po. A ilha branca é um lugar de "vilegiatura" dos bem aventurados, exatamente como a ilha verde celta (que encerra, aliás, a montanha branca polar), cujo nome se confunde com o da Irlanda. As ilhas primevas nipônicas: Awa, ilha de espuma, e, sobretudo, Onogorojima, formadas pela cristalização do sal que pingou da lança de Izanagi, são, ainda, ilhas brancas. Segundo a tradição muçulmana, o Paraíso terrestre está igualmente situado numa ilha: a do Ceilão. Zeus é originário da ilha sagrada de Creta, pátria dos mistérios.
Centrífuga
Ainda na barriga de nossas mães somos uma ilha, uma pequena (in)consciência inerme num oceano de líquido amniótico. Eis que então emergimos para a luz e nos tornamos lentamente um continente familiar. Esse continente se alarga e novas praias são descobertas nos coleguinhas de colégio, nos vizinhos, professores. Todo o espaço social vai ampliando o reconhecimento do mundo e, através dele, o reconhecimento de si mesmo, nossa percepção e consciência, como se as ondas trouxessem mais e mais pedras e areia e matéria para nossas enseadas. Por algum tempo.
Centrípeta
Após adolescência vêm a redescoberta da ilha. De que nem todos concordam com muito do que pensamos, vemos, ouvimos e sentimos, de que ninguém concorda plenamente com todas as nossas percepções, todas as nossas idéias e projetos e inquietações. E voltamos em busca do centro, um centro que parece cada vez menor. Com o tempo percebemos a necessidade de fortalecer e estruturar esse centro, porque ele será o alicerce para novas e maiores viagens. Só escutando os sons provenientes desse centro, sons que só nós mesmos podemos ouvir e que cuja música depende da nossa percepção e da nossa vibração interna. Sob a viga principal do nosso ser, testando lentamente as fundações e ouvindo a vibração de nosso grafite ou de nosso diamente, frutificamos consciência, valores, caráter até erigirmos um complexo de alicerces chamado personalidade.
Centrífuga
Eis que vem o mundo. Suas pressões e levezas, suas provações e consentimentos, provocações e convites, limitações e potenciais, angústias e felicidaes, imprevistos e surpresas de todos os tipos. Expandimos nossas percepções até sermos mais, confiamos, nos entegamos à torrente assustadoramente sedutora dos estímulos externos e começamos a reconstruir contatos, espaços, pertencimentos, amizades, idéias, talvez até amores. E esse movimento "para fora" atua como uma onda, expandindo nossas percepções e criações até... que faça como uma onda...
Centrípetas e centrífugas
A saúde mental depende desses momentos, dessas fases de expansão e retração, das percepções, da riqueza de nossa vida interna e externa. Forçar a mente a ficar num momento ou em outro é perder muito das possibilidades da vida, nos cristalizar em constrição de si mesmo ou nos perdermos na dilatação infinita das possibilidades externas. Qualquer universal é patológico.
A Jornada e a Arte
A Jornada do Herói trata das pequenas jornadas que fazemos em busca da melhor construção de nós mesmos para embarcar na grande jornada que é a vida, com seus desafios e méritos. A Arte da Guerra Oriental é o curso de formação em metas e resolução de conflito que usa a PNL para modelar as culturas, religiões, diplomacia e negócios na Índia, China e Japão, oferecendo um leque interpretativo da realidade mais vasto e abrangente. O principal aprendizado da Arte da Guerra não são suas mais de 30 técnicas, mas sim o senso de oportunidade, o momento certo de apliça-las em prol da sua meta e em consonância com seus valores. Tudo em prol do desenvolvimento de heróis e artistas da guerra (especialistas em resolução de conflitos e cumprimento de metas) criativos, autosuficientes, autônomos e saudáveis. Da mente ao corpo. Do corpo à prática. Da prática à compreensão. Construção e percepção. Da ilha ao continente, do continente à mente.
Artigo: Renato Kress
Diretor do Instituto ATENA
Criador e palestrante dos cursos registrados e patenteados
A Jornada do Herói
e
A Arte da Guerra Oriental
A ilha nos mitos e na cultura dos povos
A Síria primitiva, de que fala Homero, e cuja raiz é a mesma que a do nome sânscrito do sol, Suriâ, é uma ilha, a ilha central ou Polar do mundo. Identifica-se com a Tula hiperbórea (a Thule grega), cujo nome se encontra entre os toltecas, originários da ilha de Aztlan (Atlântida?), Tula é a ilha branca, cujo nome (Svetadvipa) aparece nos mitos vixenuístas da Índia e até no Kampuchea (Camboja), onde ele é atribuído ao templo de Prasat Kok Po. A ilha branca é um lugar de "vilegiatura" dos bem aventurados, exatamente como a ilha verde celta (que encerra, aliás, a montanha branca polar), cujo nome se confunde com o da Irlanda. As ilhas primevas nipônicas: Awa, ilha de espuma, e, sobretudo, Onogorojima, formadas pela cristalização do sal que pingou da lança de Izanagi, são, ainda, ilhas brancas. Segundo a tradição muçulmana, o Paraíso terrestre está igualmente situado numa ilha: a do Ceilão. Zeus é originário da ilha sagrada de Creta, pátria dos mistérios.
Centrífuga
Ainda na barriga de nossas mães somos uma ilha, uma pequena (in)consciência inerme num oceano de líquido amniótico. Eis que então emergimos para a luz e nos tornamos lentamente um continente familiar. Esse continente se alarga e novas praias são descobertas nos coleguinhas de colégio, nos vizinhos, professores. Todo o espaço social vai ampliando o reconhecimento do mundo e, através dele, o reconhecimento de si mesmo, nossa percepção e consciência, como se as ondas trouxessem mais e mais pedras e areia e matéria para nossas enseadas. Por algum tempo.
Centrípeta
Após adolescência vêm a redescoberta da ilha. De que nem todos concordam com muito do que pensamos, vemos, ouvimos e sentimos, de que ninguém concorda plenamente com todas as nossas percepções, todas as nossas idéias e projetos e inquietações. E voltamos em busca do centro, um centro que parece cada vez menor. Com o tempo percebemos a necessidade de fortalecer e estruturar esse centro, porque ele será o alicerce para novas e maiores viagens. Só escutando os sons provenientes desse centro, sons que só nós mesmos podemos ouvir e que cuja música depende da nossa percepção e da nossa vibração interna. Sob a viga principal do nosso ser, testando lentamente as fundações e ouvindo a vibração de nosso grafite ou de nosso diamente, frutificamos consciência, valores, caráter até erigirmos um complexo de alicerces chamado personalidade.Centrífuga
Eis que vem o mundo. Suas pressões e levezas, suas provações e consentimentos, provocações e convites, limitações e potenciais, angústias e felicidaes, imprevistos e surpresas de todos os tipos. Expandimos nossas percepções até sermos mais, confiamos, nos entegamos à torrente assustadoramente sedutora dos estímulos externos e começamos a reconstruir contatos, espaços, pertencimentos, amizades, idéias, talvez até amores. E esse movimento "para fora" atua como uma onda, expandindo nossas percepções e criações até... que faça como uma onda...
Centrípetas e centrífugas
A saúde mental depende desses momentos, dessas fases de expansão e retração, das percepções, da riqueza de nossa vida interna e externa. Forçar a mente a ficar num momento ou em outro é perder muito das possibilidades da vida, nos cristalizar em constrição de si mesmo ou nos perdermos na dilatação infinita das possibilidades externas. Qualquer universal é patológico.
A Jornada e a Arte
A Jornada do Herói trata das pequenas jornadas que fazemos em busca da melhor construção de nós mesmos para embarcar na grande jornada que é a vida, com seus desafios e méritos. A Arte da Guerra Oriental é o curso de formação em metas e resolução de conflito que usa a PNL para modelar as culturas, religiões, diplomacia e negócios na Índia, China e Japão, oferecendo um leque interpretativo da realidade mais vasto e abrangente. O principal aprendizado da Arte da Guerra não são suas mais de 30 técnicas, mas sim o senso de oportunidade, o momento certo de apliça-las em prol da sua meta e em consonância com seus valores. Tudo em prol do desenvolvimento de heróis e artistas da guerra (especialistas em resolução de conflitos e cumprimento de metas) criativos, autosuficientes, autônomos e saudáveis. Da mente ao corpo. Do corpo à prática. Da prática à compreensão. Construção e percepção. Da ilha ao continente, do continente à mente.
Artigo: Renato Kress
Diretor do Instituto ATENA
Criador e palestrante dos cursos registrados e patenteados
A Jornada do Herói
e
A Arte da Guerra Oriental
quarta-feira, 16 de março de 2011
Estratégia Social XXXV
Deixar o jogo enquanto estiver ganhando
Baltasar Gracián: Os melhores jogadores fazem isso. Uma retirada elegante é tão importante quanto um ataque de estilo. Ponha a salvo seus sucessos, tão logo forem suficientes. Uma boa sorte continuada é sempre suspeita. É mais seguro quando a sorte é alternante, o que, além disso, possibilita que se desfrute um prazer agridoce. Quanto maior for a sorte, maiores são as chances que se têm de um deslize estragar tudo. Às vezes, a dona sorte nos compensa, trocando a curta duração pela intensidade de seus favores. Ela se cansa quando tem de carregar alguém nas costas por muito tempo.
ATENA: Tempere a sorte com trabalho e disciplina e sempre esteja atento para discernir a oportunidade de parar. Porque parar é, também, uma oportunidade. A oportunidade de salvaguardar os sucessos, de reestruturar novas e maiores investidas, de ver a situação em terceira pessoa, obter novos pontos de vista e coaduná-los de maneira estratégica. Acreditar em sorte infinita de outros nada mais é do que cair na armadilha de um bom trabalho de divulgação da imagem da sorte. A fortuna - deusa romana da sorte - favorece a quem lhe prepara o terreno.
Baltasar Gracián: Os melhores jogadores fazem isso. Uma retirada elegante é tão importante quanto um ataque de estilo. Ponha a salvo seus sucessos, tão logo forem suficientes. Uma boa sorte continuada é sempre suspeita. É mais seguro quando a sorte é alternante, o que, além disso, possibilita que se desfrute um prazer agridoce. Quanto maior for a sorte, maiores são as chances que se têm de um deslize estragar tudo. Às vezes, a dona sorte nos compensa, trocando a curta duração pela intensidade de seus favores. Ela se cansa quando tem de carregar alguém nas costas por muito tempo.
ATENA: Tempere a sorte com trabalho e disciplina e sempre esteja atento para discernir a oportunidade de parar. Porque parar é, também, uma oportunidade. A oportunidade de salvaguardar os sucessos, de reestruturar novas e maiores investidas, de ver a situação em terceira pessoa, obter novos pontos de vista e coaduná-los de maneira estratégica. Acreditar em sorte infinita de outros nada mais é do que cair na armadilha de um bom trabalho de divulgação da imagem da sorte. A fortuna - deusa romana da sorte - favorece a quem lhe prepara o terreno.
terça-feira, 1 de março de 2011
Estratégia Social XXXIV
Identificar e saber usar a insinuação
Baltasar Gracián: é o ponto mais sutil do convívio humano. Pode ser usado para sondar os ânimos e perscrutar discretamente o coração. Há insinuação maliciosa, agressiva, tingida com as ervas da inveja, untada com o veneno da paixão: um relâmpago invisível capaz de nos tirar toda a graça e a estima. Muitos perderam o convívio superior e inferior devido a uma única palavra; há insinuações que, por serem favoráveis, agem ao contrário, sustentando e apoiando nossa reputação. Porém, é preciso tanta cautela para aparar tais dardos quanto é a má intenção que os lança. Recebê-los com cuidado, aguardá-los com atenção. Uma boa defesa requer conhecimento. Um tiro prevenido pode ser frustrado.
ATENA: Identificar a insinuação é o que distingue entre manter-se na aparência ou degustar a sabedoria da sintonia fina na comunicação. Nem sempre é possível ou mesmo desejável dizer tudo às claras. Mensagens cifradas direcionadas a apenas um ou poucos entre uma multidão de ouvintes muitas vezes sanam enormes problemas. Através dela podemos perceber o que há nas entrelinhas do que é comunicado. Isso pode envolver tom de voz, postura, modulação das sílabas nas palavras, movimentos oculares, expressões faciais ou quaisquer outros dados que sejam perceptíveis a alguém que tenha já calibrado o falante em um momento natural, descontraído. Tudo é treinamento. Em programação neurolingüística saber usar a insinuação seria uma forma estratégica de "reframing".
Baltasar Gracián: é o ponto mais sutil do convívio humano. Pode ser usado para sondar os ânimos e perscrutar discretamente o coração. Há insinuação maliciosa, agressiva, tingida com as ervas da inveja, untada com o veneno da paixão: um relâmpago invisível capaz de nos tirar toda a graça e a estima. Muitos perderam o convívio superior e inferior devido a uma única palavra; há insinuações que, por serem favoráveis, agem ao contrário, sustentando e apoiando nossa reputação. Porém, é preciso tanta cautela para aparar tais dardos quanto é a má intenção que os lança. Recebê-los com cuidado, aguardá-los com atenção. Uma boa defesa requer conhecimento. Um tiro prevenido pode ser frustrado.
ATENA: Identificar a insinuação é o que distingue entre manter-se na aparência ou degustar a sabedoria da sintonia fina na comunicação. Nem sempre é possível ou mesmo desejável dizer tudo às claras. Mensagens cifradas direcionadas a apenas um ou poucos entre uma multidão de ouvintes muitas vezes sanam enormes problemas. Através dela podemos perceber o que há nas entrelinhas do que é comunicado. Isso pode envolver tom de voz, postura, modulação das sílabas nas palavras, movimentos oculares, expressões faciais ou quaisquer outros dados que sejam perceptíveis a alguém que tenha já calibrado o falante em um momento natural, descontraído. Tudo é treinamento. Em programação neurolingüística saber usar a insinuação seria uma forma estratégica de "reframing".
Marcadores:
comunicação,
conhecimento,
cultura corporativa,
diferencial,
estratégia,
excelência,
inteligência,
oportunidade,
programação neurolingüística,
treinamento
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Criar-se e recriar-se, eis a Jornada do Herói.
Em 1849, Auster Henry Layard, um arqueólogo e historiador inglês, encontrou em Nívive (Atual Mossul, Iraque), nas escavações das ruínas da biblioteca de Assurbanipal, sete tábuas de argila com cerca de mil parágrafos em babilônio antigo. Cada parágrafo contava de 115 a 170 linhas de texto corrido. A forma como o texto foi encontrado indica que ele teria sido usado em um ritual, estudiosos supoem que durante a passagem do ano novo babilônico. Segundo arqueólogos, antropólogos e historiadores da religião, a composição original do texto remonta a algo entre 18 e 16 séculos antes de Cristo.
Seguem-se suas primeiras linhas e a tradução:
e-nu-ma e-liš la na-bu-ú šá-ma-mu
šap-liš am-ma-tum šu-ma la zak-rat
ZU.AB-ma reš-tu-ú za-ru-šu-un
mu-um-mu ti-amat mu-al-li-da-at gim-ri-šú-un
A.MEŠ-šú-nu iš-te-niš i-ḫi-qu-ú-šú-un
gi-pa-ra la ki-is-su-ru su-sa-a la she-'u-ú
__________________
“Quando no alto não se nomeava o céu,
e em baixo a terra não tinha nome,
suas águas se fundiam numa,
e nenhum campo estava formado, nem pântanos eram vistos;
quando nenhum dos deuses tinha sido chamado a existência,
Em Babilônia, o Enuma elish era recitado no templo, por ocasião do quarto dia da festa de ano novo. Essa festa, denominada Zagmuk ("começo do ano") em sumério e Akitu em acadiano, era comemorada nos primeiros 12 dias do mês de Nisan. A epopéia apresenta diversas sequências, sendo que somente nos importam as seguintes:
1) Dia da expiação para o rei, correspondente ao cativeiro de Marduk
2) Libertação de Marduk
3) Combates rituais e processão triunfal, sob a direção do rei, no Bit Akitu (a casa da festa do ano novo), onde se realiza um banquete.
4) O hieros gamos (casamento sagrado) do rei com uma hierodula que personifica a deusa.
5) A determinação dos destinos pelos deuses.
O rito no santuário de Marduk
A primeira seqüência dessa encenação mítico-ritual - a humilhação do rei e o cativeiro de Marduk - assinala a regressão do mundo ao caos pré-cosmológico (regressão a um estado anterior à ordem). No santuário de Marduk, o sumo-sacerdote despojava o rei de seus emblemas (o cetro, o anel, a cimitarra e a coroa) e batia-lhe no rosto. Depois, ajoelhado, o rei pronunciava uma declaração de inocência: "Não pequei, ó senhor das terras, não fui negligente para com a tua divindade." O sumo sacerdote respondia em nome de Marduk: "Não receies, ...Marduk ouvirá a tua prece. Ele ampliará o teu império..."
O mito do retorno de Marduk, ascensão do rei
Durante esse tempo o povo procurava Marduk, que, segundo se julgava, estava "preso na montanha", expressão indicadora da "morte" de uma divindade. Marduk foi forçado a "descer longe do sol e da luz". Finalmente ele consegue libertar-se, e os deuses se reúnem (isto é, tinham as estátuas reunidas) para determinar os destinos. Esse episódio corresponde, no Enuma Elish à promoção de Marduk a deus supremo. O último ato consistia na "determinação dos destinos" de cada mês do ano. Ao ser "determinado" o ano era ritualmente criado, isto é, garantiam-se a boa sorte, a fertilidade e a riqueza do novo mundo que acabava de nascer. O costume de "fixar os destinos" dos doze meses vindouros durante os doze dias intercalares ainda subsiste no Oriente Médio e na Europa oriental.
Criar-se e recriar-se, eis a Jornada do Herói
O que significam, para nós, cada uma dessas fases? A expiação do Rei, a libertação de Marduk, os combates rituais, o casamento sagrado e a determinação do destino dos doze meses?
Nunca buscamos organizar nossas metas de vida ou mesmo nosso cotidiano se ele nos parece organizado. Buscamos essa reestruturação quando percebemos que algo não está bem. A palavra organizado vem da mesma área semântica que órgão, órgãos, organismo. Uma coisa está "organizada" quando está operando corretamente dentro de um sistema no qual está inserida, quando os fluxos que passam por ela passam corretamente, sem acelerações ou paradas bruscas, aproveitando Lavoisier com o perdão ou bênção dos químicos, quando nada se cria e nada se perde, mas tudo se transforma.
O rei está nú
Só buscamos recriar a ordem quando a ordem anterior, por algum motivo, não está bem estruturada. Quando algo não vai bem. Então a própria busca por uma recriação da nossa ordem interna exige que repensemos e desconstruamos a imagem que temos da ordem. A grande imagem da ordem dentro de um sistema é o rei. Então despojamos o rei de seus atributos, o cetro - representação do eixo e da unidade do reinado, a grande viga-mestra da construção anterior - , o anel - representação do laço que une o rei ao seu território, representação das fronteiras daquela ordem, todas ocupadas pela presença do rei - , a cimitarra - representação do poder policial do rei, de sua capacidade de cortar, de dar limites, de estabelecer a ordem e determinar o que é possível e o que não é - e, por último, a coroa - representação de sua iluminaçào divina já que as coroas foram criadas como uma espécie de "halo" por onde a inspiração divina deveria fluir dos céus até a figura do rei. Despojado disso tudo, o rei não é mais que um humano entre outros, passível de todas as falhas, mortal.
Quando necessitamos reconstruir alguma ordem interna, no nosso mundo, devemos observar bem até que ponto nossa imagem de nós mesmos vai ser recriada com essa atitude, quem nos tornaremos após o processo. É preciso se apaixonar pelo devir, por aquilo que ainda nos tornaremos.
A libertação de Marduk
Marduk então fica sendo o entusiasmo do sujeito que pretende voltar a ser rei. Entusiasmo é uma palavra grega que vem de en (dentro) théos (deus). Quando estamos entusiasmados temos deuses dentro de nós. É o segundo passo para a criação de uma nova ordem! Libertar nosso "Marduk" interior.
Marduk mata Tiamat |
Os combates rituais
"A grande batalha se travará na mente, é lá que temos de matar o padre e o rei."
Os combates rituais se operarão em nossas mentes entre Marduk e todas as forças retrógradas que obedeciam à velha ordem em decomposição. Combater os pequenos ou grandes "monstros" para estabelecer a nova ordem interna nada mais é do que combater nossas pequenas ou grandes resistências internas, oriundas do nosso costume em viver a ordem anterior. Somente combatendo diretamente essas resistências seremos capazes de espatelecer a nova ordem.
O Hierogamos - casamento sagrado - elencar a intenção positiva
Todas essas resistências internas, grandes e pequenas, têm, cada uma, sua intenção positiva. Elas querem algum "conforto", "saciedade", "alimento", "afeto", "segurança" ou outras questões das quais não poderemos abrir mão. É esse o momento em que, por exemplo, Hércules pega a pele do leão de Neméia e veste-se com ela, para aproveitar sua invulnerabilidade. O "casamento sagrado" nada mais é do que admitir que haviam intenções positivas na velha ordem a serem salvaguardadas na nova. É identificar o que a Programação Neurolingüística chama de "intenção positiva" e adequá-la à nova realidade que está sendo criada.
A determinação dos destinos
O que é "determinar um destino" senão planejar, estruturar tarefas hierarquizadas para a ação prática sobre valores bem conhecidos com o foco bem direcionado à nossa meta maior? Determinar os destinos não é "adivinhar" o futuro, mas plantá-lo, planejá-lo, vislumbrá-lo e caminhar em direção a ele, à medida que os sons, cheiros e gostos dele forem se tornando mais e mais intensos até que seu projeto se torne sua realidade. É disso que se trata A Jornada do Herói.
Texto: Renato Kress
Diretor do Instituto ATENA
Criador e palestrante do curso A Jornada do Herói ®Todos os direitos Reservados
ISBN 384.615 livro 714 folha 275
Biblioteca Nacional, Escritório de Direitos Autorais
Assinar:
Postagens (Atom)







