quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Estratégia Social XLV

Homem criterioso e observador

Baltasar Gracián: Domina as coisas e não deixa que as coisas o dominem. Sonda as maiores profundezas e disseca os problemas com perfeição anatômica. Só de ver alguém já o compreende e avalia sua essência. Possui grande poder de observação, decifra o que se acha mais oculto. Observa com argúcia, concebe sagazmente, argumenta sabiamente: não há nada que não possa descobrir, notar, apreender, entender.

ATENA: Uma das maiores estratégias de dominação com que nos deparamos no mundo do trabalho hoje em dia é a balela maniqueísta entre a "zona de ação" e a "zona de conforto". Essa dicotomia barata que artificialmente cria uma contradição entre "ação" e "pensamento" serve não só para incutir o sentimento de culpa sobre quem esteja refletindo, pensando ou planejando suas ações, mas principalmente para que confortavelmente nos abstenhamos de pensar, de refletir nossas ações em dois pontos: base e meta. Quando não conhecemos a base, o fundamento de nossas ações, somos dominados por quem nos dita esses fundamentos, quando não conhecemos a meta, o desígnio último de nossas ações, não possuímos controle ou consciência prática sobre nossos atos. É uma estratégia rasa, simples e rasteira de dominação, manipulação e controle incutir esse tipo de dicotomia na cultura corporativa. Se ação sem pensamento é perda de energia e pensamento sem ação é perda de tempo, procure manter-se na zona de interação, jamais deixe de pensar, jamais deixe de agir, juntos.

Renato Kress

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